15 de jul. de 2010

Fim do começo

Correr,
e alcançar o homem do algodão doce...
A infância pode, sim
passar dos onze,
doze...

Pular,
para não perder o balão
que um tal de Hélio insiste em levar...
Se acha mais leve do que o ar,
se bobear,
aqui não fica mais não.

De triciclo subir a montanha
onde mora o lobisomem
que pousa sempre de helicóptero...
O que rima com helicóptero?
Que estrofe maluca!

Voar,
ajudar o Papai Noel com os presentes,
esperar a Fada do Dente.
Eu não tenho medo de palhaço,
já vou para a escola
saber do Sol, do céu e do Sul,
e levo na boca sempre um chiclete
daqueles que deixam a língua azul,
sabe?

Lá na garagem,
a bola já está murchando,
grudada numa boneca
por um pirulito grudento,
do lado de um pião
que, antes, rodava das férias
até chegar o coelho da páscoa
e fazer o que já não é mais surpresa...
Já estou bem crescidinho,
vai ficar tudo para o Homem do Saco.
O Bingo não mais late,
só fica lá deitado,
resmunga e treme...
Terminado o meu chocolate,
ao invés de desenho animado,
vou jogar videogame.

Vinícius Giovanini de Oliveira

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